LOGÍSTICA

11 setembro 2006

APRESENTAÇÃO DE BLOG


Este blog foi criado como atividade de pesquisa acadêmica na disciplina Informática Aplicada à Administração no curso de Admninistração da UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul.
Construído pelos acadêmicos:
* Camila Prade
* Taís Dias
* Tânia Blank

04 setembro 2006

HISTÓRIA

HISTÓRIA:

De acordo com o site (www.sebraesp.com.br), o conceito de logística existe desde a década de 40, sendo utilizado a primeira vez pelo exercito dos EUA. Sua função era abastecer a tropa norte-americana na 2ª Guerra Mundial com distribuição de materiais no local e na hora certa.

CONCEITOS

CONCEITOS DE LOGÍSTICA
“A Logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável(POZO, 2001, p. 13).”
A Logística tem como objetivo principal auxiliar os administradores na busca pela perfeição da distribuição de produtos e serviços, sendo possível através do PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO e CONTROLE das organizações. Atualmente, ela vem sendo muito utilizada, tornando-se uma estratégia para a valorização dos serviços prestados aos clientes.
Para que haja a satisfação plena dos consumidores, é preciso que o processo de recebimento de bens e serviços seja eficaz; na hora que o cliente deseja receber a mercadoria, nas condições escolhidas por ele e, certamente, pelo preço que aparente ser justo ao consumidor.
Desta forma, a empresa torna-se competitiva, pois investe em qualidade e valorização do consumidor, oferecendo bens e serviços com agilidade e conforme as necessidades do cliente.

Segundo o Council of Logistic Management, entidade americana, (www.wikipedia.org), logística é o processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo de armazenagem de matérias-primas, estoques durante a produção e produtos acabados. Além das informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos do cliente.
Ou
Conforme José Adenildo da Silva, presidente da ASLOG (Associação Brasileira de Logística), (www.logisticabs.com.br) logística é o gerenciamento do fluxo de material e de informação, ou seja, da cadeia de abastecimento, sendo seu papel colocar o produto certo, no lugar certo, no momento certo, a um preço justo e com qualidade assegurada.

COMENTÁRIO DA PROF. MS. DALVA DOTTO

COMENTÁRIO DA PROF. DALVA DOTTO

LOGÍSTICA EMPRESARIAL se refere às atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, com a pretensão de colocar os produtos/serviços certos, no lugar e tempo corretos e nas condições desejadas pelos consumidores, com o menor custo e gerando um melhor nível de rentabilidade para a organização.
Dentre os componentes da logística têm-se a (a) administração de materiais que gerencia a movimentação de suprimentos e que incluem os pedidos, o transporte e os estoques das matérias-primas e equipamentos; e (b) a distribuição física que coordena a movimentação, estocagem e colocação dos produtos finais o mais próximo possível dos consumidores.
A importância da logística dá-se, principalmente, pela necessidade das organizações racionalizarem os processo de produção envolvendo menores custos e da conveniência procurada pelos consumidores que percebem de forma ampliada a rapidez e a facilidade de encontrar os produtos/serviços desejados tornando a logística um fator de competitividade entre as organizações.
Dalva Dotto é mestre em Desenvolvimento Regional e doutoranda em Desenvolvimento Regional pela UNISC, graduada em Administração de Empresas pela UFSM.

EXEMPLOS DE UMA BOA LOGÍSTICA

EXEMPLOS DE UMA BOA LOGÍSTICA:

Na IBM (www.wikipedia) mantém-se a liderança em criação, desenvolvimento e manufatura das mais avançadas tecnologias de informação da indústria, incluindo sistemas de computadores, software, sistemas de rede, dispositivos de armazenamento e microeletrônica. Essa rede mundial de soluções e serviços profissionais IBM traduz avançadas tecnologias em negócios para os clientes, sendo uma delas a logística.
Ou
No exemplo de uma pizzaria (www.sebraesp.com.br) delivery, não basta fazer uma excelente pizza ou ter um excelente preço. É imperativa uma excelente entrega, pois de acordo com a vontade dos clientes, “os produtos devem estar nos lugares certos, na hora certa, nas quantidades certas, ao menor custo possível”.
Ou
Empresas globais (ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS – PETRÔNIO GARCIA MARTINS), por meio de suas sedes espalhadas por vários países e varrendo inúmeros fusos horários, e com a ajuda de modernos recursos tecnológicos, conseguem diminuir ao máximo as interrupções comerciais, econômicas e produtivas. É o caso da Gessy Lever que consegue entregar nos supermercados os produtos de alto giro de estoque em até 24 horas.

LOGÍSTICA E A FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES

A LOGÍSTICA E A FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES

A fidelização de clientes - e também de empregados, fornecedores, prestadores de serviços e acionistas - é um tema que vem aparecendo com notável freqüência em artigos e livros sobre negócios. Quanto vale um cliente leal?, Quanto se perde quando um cliente não quer mais comprar nossos produtos ou serviços? Quanto se gasta para desenvolver um novo fornecedor que está substituindo um que não quis mais fazer negócios conosco? Qual o impacto de perder empregados? Respostas objetivas para questões como estas, ou seja, a quantificação em termos econômicos do que significa reter ou perder clientes, empregados, etc. têm se constituído em um novo campo de interesse nos ambientes acadêmicos e empresariais.
A questão de manter clientes - ou indiretamente deixar de perder clientes - começa pela crítica à maioria das empresas que coloca uma enorme ênfase em continuamente atrair novos clientes, as vezes com ofertas mais interessantes do que aquilo que oferecem aos clientes já conquistados. A fidelidade é fundamental quando há abertura de mercado, quebra de regulamentação, novos entrantes, porque a todo momento surge um imenso leque de atrativos para cativar clientes de concorrentes.
E qual o papel da Logística nesse tema? A prestação do serviço logístico lida diretamente com empregados, fornecedores e clientes e indiretamente com os acionistas. Para prestar o serviço logístico a empresa necessita que seus empregados e seus fornecedores estejam comprometidos com a missão de satisfazer e superar as expectativas dos clientes. E, os resultados de um bom e eficiente serviço logístico, impactam o lucro da organização, elemento de interesse dos acionistas
Satisfação, Lealdade e Fidelização
Conseguir mais clientes satisfeitos significa lograr atender as expectativas de mais clientes. Conseguir que grupos específicos de clientes fiquem mais satisfeitos significa focar a atenção nesses grupos com o objetivo de superar suas expectativas e, dessa maneira, assegurar que suas compras sejam regulares, caracterizando um relacionamento de longo prazo.
FIDELIDADE é uma palavra antiquada muitas vezes empregada para expressar uma lealdade entusiástica a uma causa ou a um partido político. Mas no contexto empresarial tem sido usada para descrever a disposição de um cliente de continuar prestigiando uma empresa durante um prolongado período de tempo, comprando e utilizando os bens e/ou serviços de um fornecedor em uma base repetida e preferivelmente exclusiva e recomendando voluntariamente a marca daquele fornecedor.
A satisfação é uma condição necessária mas não suficiente para que o cliente volte a repetir a compra de um bem ou serviço. Satisfazer significa atender as expectativas e estas, muitas vezes, podem ser limitadas por fatores situacionais como a urgência, a percepção de que todos os fornecedores fazem a mesma coisa, o não conhecimento de outras alternativas, etc. Assim, a satisfação é um estado emocional, resultado de uma experiência momentânea. Hoje em dia os pesquisadores do assunto vinculam a satisfação com o atendimento do que o cliente considera como serviço adequado ou o mínimo tolerável em termos desempenho. O serviço adequado pode estar longe do serviço desejado, ou seja, aquele desempenho que realmente encanta o cliente e faz ele repetir a compra. Somente ao perceber um valor superior naquilo que compra, o cliente se transforma em cliente leal.
Para criar valor superior, e então fidelizar o cliente, é preciso muito esforço. Em primeiro lugar é preciso conhecer o que ele considera como valor superior. Em segundo lugar é preciso transformar esta informação em especificações do serviço e investir em equipamentos, pessoas, instalações, tecnologia, enfim nos recursos necessários para realmente criar um valor superior. Isto pode sair muito caro e seria demagógico afirmar que é preciso criar valor superior para todos os clientes. Assim, em lugar de querer mais clientes satisfeitos - o que não implica em fidelização - deve-se pensar em GRUPOS de clientes mais satisfeitos o que significa, implicitamente, selecionar clientes que se deseja atender melhor. E isto passa por determinar que clientes são estes, o quanto eles valem para a empresa em termos de atratividade. Clientes diferentes geram diferentes níveis de lucros. Assim, o projeto do serviço ao cliente deve ser alimentado pelo estudo da base de clientes e o desempenho financeiro esperado considerando o tempo que o cliente permanecerá cliente. Para a empresa, o valor de um cliente é o valor atualizado do fluxo de caixa proporcionado pelo cliente (vendas realizadas ao cliente menos o custo das vendas e o custo de atender e manter o cliente) durante o tempo que ele permanece cliente. Quanto mais tempo ele permanece como cliente, maior o seu valor para a empresa.
As receitas e a participação no mercado crescem à medida que os melhores clientes são atraídos para a carteira de negócios da empresa, desenvolvendo vendas regulares e recomendações.
Os custos diminuem à medida que diminui a despesa para adquirir e atender novos clientes e substituir os antigos.
A retenção de funcionários aumenta porque o orgulho e satisfação com o emprego aumentam, criando por sua vez um ciclo que reforça a retenção de clientes pela familiaridade e melhor serviço aos clientes. Um aumento da produtividade resulta da maior estabilidade dos funcionários
Como Fidelizar
Conforme mencionado anteriormente, para fidelizar é preciso criar valor superior para grupos de clientes mais atrativos para a empresa. Portanto, o primeiro passo é ter classificados os clientes pela rentabilidade que proporcionam. Em segundo lugar é preciso identificar em cada um dos grupos quais os atributos mais valorizados por seus integrantes e garantir que aqueles atributos serão desempenhados de forma consistente procurando inclusive superar as expectativas dos clientes.
Existem empresas que adotam mecanismos que procuram retribuir a lealdade do cliente com algum prêmio, alguma retribuição financeira como bônus, descontos, etc. e que podemos simplificar dizendo que em resumo, direta ou indiretamente afetam o preço do serviço. Este tipo de programa tem provado ser o de mais fácil imitação e, portanto, não consegue sustentar uma vantagem competitiva por muito tempo. O exemplo mais conhecido é o dos programas de milhagem das companhias aéreas. As primeiras empresas que em seus países introduziram a novidade tinham como objetivo a diferenciação. Com o tempo perceberam que suas concorrentes também lançaram a "novidade". O resultado foi que o que seria um diferencial, passou a ser uma obrigação. Com a adesão de milhares de clientes aos programas, as empresas precisaram dispor de uma estrutura administrativa e tecnológica caríssima. Ao mesmo tempo, precisaram introduzir quotas por vôo, períodos bloqueados e toda uma série de dificuldades para o "cliente leal". Como conseqüência, o que era para premiar clientes assíduos virou fonte de reclamações, queixas a órgãos de defesa do consumidor, etc.
A Internet é uma das ferramentas mais úteis em fidelizar os parceiros através da estrutura da empresa. Informações de todo tipo (como atualizar programas, novas versões, situação dos pedidos pendentes de entrega, dicas sobre como obter melhor desempenho na utilização dos produtos, como proceder para aceder a garantias), são exemplos de iniciativas que proporcionam ao cliente uma sensação de valor superior.
Dentre as possibilidades da Tecnologia de Informação na fidelização de clientes vem o tratamento das informações relacionadas com o consumo cliente por cliente e que permitiu o desenvolvimento de novas ferramentas de marketing como o CRM ou Marketing 1 a 1, cuja idéia é desenvolver e gerenciar relações individuais com clientes individuais.
O gerenciamento de um banco de dados de clientes permite melhor entendimento do cliente e a construção de uma relação baseada em uma série contínua de interações colaborativas. Com o barateamento dos recursos computacionais tornou-se prático e acessível em grande escala. Assim, ao invés de trabalhar com amostras de mercado de clientes potenciais para determinar as necessidades do cliente "médio", as três tecnologias básicas de um CRM (base de dados, interatividade e personalização) permitem a preocupação com cada cliente individualmente. A Amazon talvez seja o exemplo mais conhecido de utilização da informação sobre hábitos de consumo dos clientes para fideliza-los.
Considerações Finais
São os clientes leais e não os clientes meramente satisfeitos que sustentam a liderança de uma empresa. Para conseguir a lealdade não é suficiente ter produtos e serviços continuamente melhorados, a preços competitivos. Os programas que oferecem vantagens e descontos aos clientes freqüentes também não suportam a fidelidade. Elas tratam os clientes como um todo, sem preocupação com a diferenciação. Para fidelizar é preciso identificar grupos de clientes atrativos ou com potencial de vir a ser atrativos, identificar suas necessidades, preocupações, enfim o que eles consideram como valor e desenvolver produtos e serviços que conduzam a obtenção do valor. É lógico que tudo isto custa mas estas iniciativas não devem ser vistas como custo e sim como investimento cujo retorno se fará sentir no médio e longo prazo.
Este artigo foi escrito por Paulo Nazário, B. Sc., Peter Wanke e Paulo Fernando Fleury, Mestrandos do COPPEAD – UFRJ /Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Site para consulta www.cel.coppead.ufrj.br

TRANSPORTE E ESTRATÉGIA LOGÍSTICA

O Papel do Transporte na Estratégia Logística

O transporte é uma das principais funções logísticas. Além de representar a maior parcela dos custos logísticos na maioria das organizações, tem papel fundamental no desempenho de diversas dimensões do Serviço ao Cliente. Do ponto de vista de custos, representa, em média, cerca de 60% das despesas logísticas, o que em alguns casos pode significar duas ou três vezes o lucro de uma companhia, como é o caso, por exemplo, do setor de distribuição de combustíveis.
As principais funções do transporte na Logística estão ligadas basicamente às dimensões de tempo e utilidade de lugar. Desde os primórdios o transporte de mercadorias tem sido utilizado para disponibilizar produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo adequado às necessidades do comprador. Mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível.
Muitas empresas brasileiras vêm buscando atingir tal objetivo em suas operações. Com isso, vislumbram na Logística, e mais especificamente na função transporte, uma forma de obter diferencial competitivo. Dentre as iniciativas para aprimorar as atividades de transporte, destacam-se os investimentos realizados em tecnologia de informação que objetivam fornecer às empresas melhor planejamento e controle da operação, assim como a busca por soluções intermodais que possibilitem uma redução significativa nos custos. São inúmeros os exemplos de empresas com iniciativas deste tipo, destacando-se entre elas a Souza Cruz, Coca-Cola, Alcoa, OPP-Trikem, Brahma, Martins, Dow Química.
Dentre os principais trade-offs que afetam a função transporte, destacam-se aqueles relacionados ao Estoque e ao Serviço ao Cliente.
Transporte x Estoque
O gestor de estoques tem o objetivo de minimizar os custos com estoque, sem analisar todos os custos logísticos. Este tipo de procedimento impacta de forma negativa outras funções logísticas, como por exemplo, a produção que passa a necessitar de uma maior flexibilidade (com lotes menores e mais freqüentes, ocasionando um custo maior) e uma gestão de transporte caracterizada pelo transporte mais fracionado, aumentando de uma forma geral o custo unitário de transporte. É importante deixar claro, que esta política pode ser a mais adequada em situações onde se utilizam estratégias baseadas no tempo, como JIT, ECR, QR. Estas estratégias visam reduzir o estoque a partir de uma visão integrada da Logística, exigindo da função transporte a rapidez e consistência necessária para atender os tamanhos de lote e os prazos de entrega. Além disso, em muitos casos a entrega deve ser realizada em uma janela de tempo que pode ser de um turno ou até de uma hora.
Outra questão importante ligada a este trade-off está associada a escolha de modais. Dependendo do modal escolhido, o transit time poderá variar em dias. Por exemplo, um transporte típico de São Paulo para Recife pelo modal rodoviário demora em torno de 5 dias, enquanto o ferroviário pode ser realizado em cerca de 18 dias. A escolha dependerá evidentemente do nível de serviço desejado pelo cliente, e dos custos associados a cada opção. O custo total desta operação deve contemplar todos os custos referentes a um transporte porta-a-porta mais os custos do estoque, incluindo o estoque em trânsito. Para produtos de maior valor agregado pode ser interessante o uso de modais mais caros e de maior velocidade.
Transporte x Serviço ao Cliente
O Serviço ao Cliente é um componente fundamental da Logística Integrada. Todas as funções logísticas vistas na figura 1 contribuem para o nível de serviço que uma empresa presta aos seus clientes. O impacto do transporte no Serviço ao Cliente é um dos mais significativos e as principais exigências do mercado geralmente estão ligadas à pontualidade do serviço (além do próprio tempo de viagem), à capacidade de prover um serviço porta-a-porta; à fllexibilidade, no que diz respeito ao manuseio de uma grande variedade de produtos; ao gerenciamento dos riscos associados a roubos, danos e avarias e à capacidade do transportador oferecer mais que um serviço básico de transporte, tornando-se capaz de executar outras funções logísticas.
3. Classificação dos Modais de transporte
Os cincos modais de transporte básicos são o ferroviário, o rodoviário, o aquaviário, o dutoviário e o aéreo.
Através da Internet, tornou-se possível para fabricantes de produtos de elevado valor agregado, como os computadores, a comercialização direta para os consumidores, eliminando da cadeia de suprimentos a necessidade de intermediários como distribuidores e varejistas. Anteriormente, o transporte de produtos entre fabricantes e seus principais clientes era marcada por uma maior concentração e estabilidade nos embarques, visto que os destinos dos clientes eram conhecidos e os mesmos procuravam renovar seus estoques periodicamente. Nos EUA, a Gateway e a Dell dominam o mercado de vendas diretas de computadores pessoais pela Internet. A distribuição destes computadores é feita por transportadoras que possuem um elevado grau de penetração em diversos mercados. Na gestão do transporte, cada vez mais as empresas que realizam uma distribuição altamente pulverizada, buscam sistemas como roteirizadores para auxiliá-las na estruturação de rotas. O transporte é marcado por um curto transit time e grande flexibilidade na entrega, feita normalmene entre 1 e 2 dias.
Surgimento de portais de transporte
A Internet também está proporcionando o surgimento de novos negócios virtuais ligados à compra e venda de fretes. Na realidade, estão sendo estruturados portais na Internet que fazem a intermediação entre transportadores e embarcadores. Este tipo de modelo de negócio é caracterizado pela contratação de transporte spot. Com isso, o portal permite articular a necessidade de transporte de um embarcador, caracterizado pela origem, destino e o tipo de carregamento, com a oferta disponível. Em outras palavras, o portal busca um transportador que se interessa pelo transporte da carga, tentando ao mesmo tempo obter as melhores condições para o embarcador.
Um das grandes vantagens que a Internet oferece na melhoria da qualidade de serviço é a possibilidade de rastrear carregamentos. Empresas de courier, agências marítimas, transportadores rodoviários, ferroviários e operadores logísticos estão utilizando cada vez mais a Internet para disponibilizarem o status dos carregamentos para seus clientes. A Fedex, um dos maiores couriers americanos com faturamento superior à US$ 13 bilhões, estruturou no início da década de 90 um sistema de acompanhamento do pedido altamente sofisticado, recentemente beneficiado pela facilidade que a internet propicia. De modo semelhante, empresas brasileiras, como a Varig Cargo, também estão disponibilizando informações sobre o status da carga via internet
Este artigo foi escrito por Paulo Nazário, B. Sc., Peter Wanke e Paulo Fernando Fleury, Mestrandos do COPPEAD – UFRJ /Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Site para consulta www.cel.coppead.ufrj.br

LOGÍSTICA E GLOBALIZAÇÃO

GLOBALIZAÇÃO:

Conforme o livro (ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS – PETRÔNIO GARCIA MARTINS), o mundo e a tecnologia exigem um aumento na qualidade ao menor custo e menor tempo de entrega a consumidores espalhados por todo o globo. O transporte deve ser o menor possível para uma boa cadeia de produção e distribuição. Portanto, o sistema logístico da empresa é fundamental para o cumprimento e estabelecimento do plano estratégico, obtendo rapidez nas informações globais e gerais

31 agosto 2006

A PREOCUPAÇÃO COM A LOGISTICA É NECESSÁRIA?

A PREOCUPAÇÃO COM A LOGÍSTICA É NECESSÁRIA?

A Logística dentro das empresas atua como multifuncional, pois é capaz de utilizar grandes ferramentas como o marketing, a qualidade, as finanças e o planejamento para aumentar a eficiência e a qualidade das gestão; deixou de ser operacional para tornar-se arma estratégica; busca o elo entre clientes e fornecedores; auxilia na tomada de decisão pois foca a cadeia produtiva como um todo e favorece o fluxo financeiro das empresas.

- Este texto é baseado no artigo “A Logística como estratégia para a obtenção de vantagem competitiva”, de Francisco Ferraes Neto, Administrador, mestre em Engenharia de Produção e doutorando em Gestão de Negócios pela UFSC, professor da FAE Business School.

LOGÍSTICA X ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

LOGÍSTICA X ESTRATÉGIA

A Logística inicialmente permite a redução de custos e o aumento da qualidade de serviços prestados ao consumidor, assim, sendo capaz de diferenciar a empresa das demais pela qualidade, obtendo diferenciais competitivos.
Países como o Japão e os Estados Unidos não apenas dão destaque à Logística, mas também estão buscando pesquisá-la e desenvolvê-la ainda mais, fazendo com que empresas destes países tornem-se fatores-chave para o desenvolvimento econômico.

- Este texto é baseado no artigo “A Logística como estratégia para a obtenção de vantagem competitiva”, de Francisco Ferraes Neto, Administrador, mestre em Engenharia de Produção e doutorando em Gestão de Negócios pela UFSC, professor da FAE Business School.

A LOGÍSTICA NO BRASIL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Mesmo com toda a importância da Logística, o Brasil é um dos países que ainda não a adotaram integralmente. Muitas empresas reconhecem sua eficácia e gostariam de trabalhar com ela, mas nossos custos com Logística são mais que o dobro dos países desenvolvidos, fazendo com que as organizações brasileiras não tenham a oportunidade de desenvolvê-la.
As oportunidades que a Logística pode Ter são de melhorias em nosso país, que futuramente poderá desenvolvê-la e trabalhá-la com o intuito de aumentar a competitividade das indústrias brasileiras.


- Este texto é baseado no artigo “A Logística como estratégia para a obtenção de vantagem competitiva”, de Francisco Ferraes Neto, Administrador, mestre em Engenharia de Produção e doutorando em Gestão de Negócios pela UFSC, professor da FAE Business School.